Workshop 2019 - Cidade Abrangente 

Uma nova visão da Metrópole

Nos dias 26 e 27 de agosto ocorreu o segundo workshop do projeto Gustavo Penna 73/23 - 50 anos de Arquitetura, Desenho e Palavra.  O evento teve como tema a “Cidade abrangente - Uma nova visão da metrópole”.


A principal proposta foi refletir sobre as questões que envolvem as grandes metrópoles no século XXI, tendo como foco principal o ponto de vista das pessoas, das conexões criadas entre elas e a cidade e, sobretudo, como o arquiteto, enquanto profissional, pode se colocar como um mediador entre diferentes possibilidades. Discutimos como o objeto arquitetônico vai sendo transformado a partir de seu uso, da evolução da cidade e das questões políticas, econômicas, sociais e culturais das metrópoles e como, ao longo do tempo, um mesmo edifício/espaço é interpretado de diversas maneiras, tendo percepções e apropriações variadas de acordo com o usuário. Propomos como desafio um novo olhar sobre a metrópole. A pergunta e a provocação para a criação de cidades mais justas, acolhedoras e generosas. Cidades promotoras do encontro, da troca e do respeito entre todos os que vivem nelas.


As atividades aconteceram no auditório Ariosto Mila, do campus da FAU-USP, e no laborátorio da Escola da Cidade.

Palestrantes

Agnaldo Farias é professor doutor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e Curador Geral da 3 a . Bienal de Coimbra. Foi Curador Geral do Museu Oscar Niemeyer, de Curitiba, Curador Geral do Instituto Tomie Ohtake (2000/2012) e do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1998/2000). Foi Curador de Exposições Temporárias do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (1990/1992). Em relação a Bienal de São Paulo, foi Curador Geral da 29 a . Bienal de São Paulo (2010), da Representação Brasileira da 25a. Bienal de São Paulo (1992) e Curador Adjunto da 23a. Bienal de São Paulo (1996). Foi Curador Internacional da 11 a. Bienal de Cuenca, Equador (2011) e do Pavilhão Brasileiro da 54 a. edição da Bienal de Veneza (2011). Recebeu o prêmio “Melhor retrospectiva” da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA, 1994, pela Exposição Nelson Leirner, e o Prêmio Maria Eugênia Franco, da Associação Brasileira de Críticos de Arte – ABCA, pela melhor curadoria de 2011. 

Mariana Barros é sócia-fundadora da Cidades 21, empresa de comunicação focada em temas urbanos, e colaboradora do Estadão Media Lab. Trabalhou em grandes redações como Veja, Veja São Paulo, Arquitetura e Urbanismo (aU) e Folha de S. Paulo, quando venceu o Grande Prêmio Folha (2008) e lançou o livro DNA Paulistano (Publifolha, 2008). Foi co-criadora da plataforma de debates urbanos Esquina.

Thiago Correa é mestre em Letras pela Universidade de São Paulo com a dissertação “A metalinguagem na poesia de Augusto de Campos”. Doutor em Letras pela mesma universidade com a tese “Inscrições Urbanas: abordagem semiótica” com Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (CAPES) realizado na Universidade de Liège. Foi docente nos cursos de Pedagogia e Letras do Complexo Educacional FMU e nos cursos de Comunicação Social da Faculdade Anhanguera. Atualmente, é pesquisador de Pós-Doutorado no Departamento de Linguística da USP com projeto na área de Semiótica Visual e Educação.

Natália Garcia é jornalista, escritora e dedica sua vida a melhorar a experiência humana de viver em cidades. Foi a criadora do projeto Cidades para Pessoas, com o qual percorreu mais de 100 destinos no mundo investigando inovações urbanísticas, foi co-curadora do programa Brechas Urbanas no Itaú Cultural, foi gestora do laboratório de inovação em vizinhança LelloLab e prestou consultoria para diversas corporações e departamentos públicos dentro e fora do Brasil.

Marcella Arruda é arquiteta e urbanista pela Escola da Cidade, desde 2012 atua em movimentos de intervenção urbana em espaços públicos, gestão compartilhada e construção do comum. Atualmente é diretora de projetos do Instituto a Cidade Precisa de Você e co-idealizadora do programa Escola Sem Muros. Realizou workshops no Brasil, Argentina, Índia, Inglaterra, Dinamarca, Chile e Holanda; desenvolveu projetos a partir do método Situated Design (MIT, 2014) e colaborou com o livro Protest Camps in International Context: spaces, infrastructures and media of resistance (Policy Press, 2017). Participou nas X e XI Bienal de Arquitetura de São Paulo, e na Bienal de Arquitetura de Veneza Freespace.

Carla Caffé é formada em arquitetura, trabalha com cinema, arte, ilustração e design gráfico. Participou de importantes mostras coletivas como a Bienal Internacional de arquitetura Veneza 2018, X e IV Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. No campo das artes têm-se dedicado à cartografia paulistana. Sua última exposição foi na galeria Carbono. No cinema, trabalha como diretora de arte em longa-metragem, entre outros: Central do Brasil Walter Salles; Narradores de Javé e ERA O HOTEL CAMBRIDGE ambos da irmã Eliane Caffé, do qual também fez toda a identidade visual do filme. É autora do livro de artista A(e)rea Paulista, publicado pela Galeria Vermelho; Av. Paulista pela editora Cosac Naify e SESC edições e São Paulo na linha, pela editora DBA. Atualmente é professora de desenho da Faculdade de arquitetura e urbanismo escola da cidade e das oficinas SESC Pompéia. 

Police Neto exerce o quarto mandato como vereador de São Paulo. Foi presidente da Câmara Municipal e Secretário Especial de Participação e Parceria. Hoje faz parte da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente. É autor de projetos inovadores de recuperação e valorização de espaços públicos, trabalhando em parceria com as comunidades, incentivando a ocupação e manutenção dessas áreas, além da mobilidade ativa e a segurança dos pedestres. Criou o primeiro edital de emendas parlamentares do país, a Chamada Cívica, por meio da qual selecionou projetos de melhoria em praças com execução das obras ainda em 2019. Entre outras áreas de atuação, é ligado ao movimento por moradia digna e autor da Lei da Função Social da Propriedade, que combate a especulação imobiliária e cria mecanismos para desapropriar imóveis ociosos.

Bruno Castilho é especialista em Relações Institucionais, Responsabilidade Social e Comunicação da Gerdau desde de 2009. É formado em Administração e é pós-graduado em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas. Representa a Empresa nos Comitês de Comunicação da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais - FIEMG, do Instituto Brasileiro de Mineração – IBRAM  e da Indústria Brasileira de Árvores – IBÁ, além do Com.Cultura, - grupo formado pelas empresas que mais investem em cultura no Estado de Minas Gerais. Também participa do Centro de Intraempreendedorismo, coordenado pela Fundação Dom Cabral e do Comitê Gestor do Circuito Liberdade, coordenado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais - IEPHA. Foi membro dos Conselhos Municipal de Cultura e da Cidade de Ouro Branco e fez parte da Comissão de Análise Técnica, que avalia os projetos encaminhados para o Fundo Municipal de Cultura.

Gustavo Penna é arquiteto e fundador do escritório GPA&A, formou-se pela Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde lecionou por três décadas. Membro do Conselho Curador da Fundação Oscar Niemeyer e da Fundação Dom Cabral. Sócio-fundador da Academia de Escolas de Arquitetura e Urbanismo de Língua Portuguesa (AEAULP). Conquistou prêmios nacionais e internacionais. Seus trabalhos já foram expostos no Brasil e no mundo, dando destaque para a Bienal de Arquitetura, em São Paulo, a Bienal de Veneza, a Bienal de Buenos Aires, a Trienal de Arquitetura Mundial, em Belgrado, o Institut Français d’Architecture, em Paris e a Casa da Arquitectura, em Portugal. Com 04 livros publicados, seus projetos já foram exibidos nos principais sites, revistas e livros de arquitetura e design do mundo; como ArchDaily, Abitare, Architecture Magazine, Architecture Now, Le Mounter Architecture Mars, Architectural Digest, Enlace, Monocle, Architectural Record, Wallpaper, SUMMA +, entre outras.  

Mediadores

Luís Antônio Jorge é arquiteto e urbanista (PUCC, 1985), com mestrado (1993), doutorado (1999) e livre-docência (2016) em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP, onde é Professor Associado do Departamento de Projeto e pesquisador da Área “Projeto, Espaço e Cultura” do Programa de Pós-Graduação. Foi professor-convidado em várias universidades estrangeiras, com a UAM (Cidade do México), da UPC (Barcelona), da UTL (Lisboa) , da UEM (Maputo), da Y-GSA (Yokohama) e do POLIMI (Milão), assim como em instituições culturais brasileiras, como o MASP e o SESC-Pompéia. É autor, entre outros, do livro “O Desenho da Janela” e do projeto da “Casa da Cultura do Sertão” (Morro da Garça/MG), concebido a partir da obra do escritor Guimarães Rosa.

Guilherme Wisnik é professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Colunista do jornal Folha de S.Paulo, e autor de livros como Lucio Costa (Cosac Naify, 2001), Caetano Veloso (Publifolha, 2005), Estado crítico: à deriva nas cidades (Publifolha, 2009), Oscar Niemeyer (Folha de S. Paulo, 2013), entre outros. Editou o volume 54 da revista espanhola 2G (2010) sobre a obra de Vilanova Artigas, e publicou ensaios em diversos livros e revistas. É membro da APCA. Foi curador de diversos projetos, como o de Arte Pública Margem (Itaú Cultural, 2008-10), das exposições Paulo Mendes da Rocha: a natureza como projeto (Museu Vale, 2012), São Paulo: três ensaios visuais (Instituto Moreira Salles, 2017), Ocupação Paulo Mendes da Rocha (Itaú Cultural, 2018) e Infinito vão: 90 anos de arquitetura brasileira (Casa da Arquitectura de Portugal, 2018, com Fernando Serapião). Foi o Curador Geral da 10ª Bienal de Arquitetura de São Paulo (Instituto de Arquitetos do Brasil, 2013). Recebeu o prêmio “Destaque 2018” da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) em 2019.

Fernando Serapião é crítico de arquitetura e editor da revista Monolito, Fernando Serapião possui experiência de mais de uma década na edição revistas de arquitetura e tem centenas de artigos publicados em periódicos especializados no Brasil e no exterior, em países como Espanha, Itália e China. Também escreve sobre arquitetura como colaborador do jornal Folha de S.Paulo e da revista piauí. Curador do livro Infinito vão: 90 anos de arquitetura brasileira.

Ciro Pirondi é arquiteto e urbanista formado pela Universidade Braz Cubas e doutorado pela Universidade Politécnica da Catalunya, com escritório próprio desde 1983. É diretor da Escola da Cidade e Diretor Executivo da Fundação Oscar Niemeyer.